quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

9º passo--Cura fatal


Meu primeiro livro lido nas férias e fui escolher um com quase 500 páginas. Cheguei a ficar realmente assustada com a história. Vamos primeiro falar das coisas boas do livro. Criticava o sistema de saúde Norte-americano. É bom saber que nem tudo são rosas nos países desenvolvidos. Criticava tbm a relação médico-paciente. Esse negócio de atender os pacientes correndo para poder lucrar mais é desculpa esfarrapada. Se bem que o Cook puxou muita sardinha para o personagem dele. Terceiro: Tinha uma parte falando de Ortopedia. É, esse último foi besta.
Agora as partes ruins: a médica histérica (sempre tem uma nos livros do Robin Cook), o fato do casal ter acabado de terminar a residência e já ter uma filha de oito anos (tenho um preconceito enorme com isso) e o fato do ortopedista ter se suicidado.
O livro é razoável no fim das contas. A principal utilidade dele foi que eu voltei a estudar anatomia essa tarde. Estou estudando o membro inferior, e isso é louvável. Mas preciso dizer que a alegria vai durar pouco. Fui no centro hj e trouxe vários dakeles livros de romance que enchem o outro blog e deixam esse daki às moscas. Mas vou tentar voltar. Não é só pq eu estou de férias que eu não possa vir aqui dizer como é impressionante que durante o desenvolvimento dos MMII os háluces e os polegares sejam coplanares e orientados cranialmente. A partir de uma determinada semana gestacional ( a qual eu não me recordo) o membro inferior sofre uma rotação medial, ao passo que o membro superior sofre uma rotação lateral, justificando pq o cotovelo flete anteriormente, enquanto o joelho flete posteriormente. Achei impressionante e muito significativo. Isso explica de forma tremendamente absurda porque ninguém consegue morder o próprio cotovelo. Vou indo, antes que eu escreva mais alguma besteira.

Serviço:
Cura fatal (Fatal Cure)
Robin Cook
Ed. Record
1995

Atualização em 05/01/2008
Acho que estava meio louca quando escrevi esse texto acima. Depois fiquei pesnsando melhor sobre várias coisas que eu poderia ter escrito. Poderia ter falado da descrição de como os radicais hidroxila atacam as estrututras celulares do corpo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Férias



Meu blog anda às moscas, valha-me. Não escrevo desde julho, o que necessariamente significa que não leio um livro desde julho. Puxa!!! Estou envergonhada. Espero que agora nessas férias eu possa arranjar substrato para o meu blog. Existe uma maldição que todo estudante de medicina abandona o blog porque não consegue dar conta da faculdade e do blog. No meu caso eu não tive tempo de conciliar as minhas leituras com a faculdade, estou cheia de romances do Robin Cook, do Augusto Cury e hj eu qse trago para casa do sebo 3 volumes de romances de médicos. Preciso me entusiamar. As únicas coisas que me fizeram continuar firma na faculdade, ou seja agüentar o tranco do semestre, foi o Grey's Anatomy e o estágio do sábado na emergência. Fiquei muito contente com todos os comentários dos leitores do blog, a maioria foi para O caderno de Noah. Obrigada.

sábado, 14 de julho de 2007

8° passo--Por um fio


Esse é o tipo de livro que todo bom estudante de medicina devia ler. A vida por um fio, a morte, o fato de um médico ter de encará-la todo dia praticamente e saber lidar com ela. Copiei vários trechos para eu me empolgar durante o curso. Tenho um caderno com um bocado e uma lista de outros livros para ler. No meu aniversário fiquei tentada a comprar O LIVRO DE SAN MICHELE, que custava 51 REAIS, mas não tive coragem. Dava pra comprar dois outros que eu queria, e se depois eu descobrisse um sebo com um exemplar custando 10 reais, eu tinha um treco!!!
Nunca pensei que o Drauzio Varella tivesse passado por tudo o que ele escreveu. Eu o via cuidando das mulheres grávidas no fantástico, ou no filme Carandiru (hehe)mas não tinha idéia dele como oncologista. Foi uma surpresa.

Serviço:
Por um fio
Drauzio Varella
Companhia das Letras

Atualizado em 18/07/2007
Infelizmente estou sem internet (sem computador e uma coisa levou a outra), vivendo de lan House. Estou escrevendo pouco, e se formos bem sinceros, lendo pouco tbm, fruto de uma pseudo-férias. Me aguardem. Qdo o computador voltar com internet total, terei mil livros para comentar.
Rita

terça-feira, 12 de junho de 2007

domingo, 6 de maio de 2007

7º passo: A morte de Ivan Ilitch


Certo dia, um colega meu da faculdade estava tentando me convencer a ler Literatura Russa que, segundo ele, é bem melhor que a literatura norte-americana (Janet Dailey, Nora Roberts, Sidney Sheldon) que eu leio. Então ele me emprestou esse livro. Foi um susto quando eu vi o título: esse livro faz parte de uma pequena lista de livros sobre "medicina" que eu tenho intenção de ler. Uma coincidência. Faz parte do quesito SOBRE O SOFRIMENTO HUMANO. E realmente o Ivan Ilitch sofre, muito. Não só por causa da doença, mas por uma culp,a um remorso, um descaso de seus conhecidos mais próximos. Tem um povo que quando soube da morte dele disse "ainda bem que não foi eu", algo que pode parecer cruel, mas que reflete bem um pensamento social, bem comum ultimamente até. É um livro muito reflexivo, pesado, até, outras vezes cru nas descrições da morte paulatina do Ivan Ilitch. É praticamente como se a morte soasse como um despregamento da alma a medida que a doença avançava. Ainda tenho que pensar um pouco mais sobre esse livro. Mas tem um trecho muito interessante que entrou para a minha coletânea, A medicina como ela é:quando o Ivan vai ao médico, o doutor só fala sobre os possíveis problemas que podem estar ocorrendo, e tudo o que o paciente quer saber é se a doença dele é grave ou não. O que lhe interessa é saber se há cura. Muito forte esse trecho.

Serviço:
A morte de Ivan Ilitch (Smiert Ivana Ilhitchá)
Lev Tolstói
Editora 34

ATUALIZADO EM 13/05/2007
Pensando mais um pouquinho sobre o livro: Será que, quando vc está morrendo, vc pensa que tudo o que vc fez é errado, ou poderia ter sido bem melhor e que as pessoas próximas à vc tem alguma culpa por serem o que são e não mudarem só porque vc está morrendo? Digo, vc não pode projetar nas pessoas as mudanças drásticas que ocorrem no seu íntimo em decorrência de uma experiência traumática que é a eminência de morrer. Ninguém pode saber como é isso, nem mesmo se já passou por essa situação. Cada pessoa é única.
Ainda vou melhorar esse pensamento.

sexta-feira, 9 de março de 2007

6º passo--O caderno de Noah


Esse é um dos poucos casos em que eu leio um livro depois que assisti ao filme. Já tinha visto o cartaz do filme por aí, mas nunca me animei a assisti-lo. Até as férias passadas.
Vi o filme Diário de uma paixão e chorei, chorei muito.
Não que isso queira dizer muita coisa. Afinal uma pessoa como eu é capaz de chorar assistindo o Ash virar pedra no filme Pokémon.
Só não chorei mais do que no filme O homem bicentenário porque neste eu começo a chorar logo do início rsrsrsrs...
Voltando ao livro. Descobri que era do Nicholas Sparks. Já tinha ouvido falar nele e pensei: realmente deve ser um livro que vale a pena ler, afinal o filme é lindo, e eu já tinha visto outros títulos dele (que você acha de um livro chamado As palavras que nunca te direi? ). Fazendo pesquisa pelo google (o que seria de nós sem o google?), descobri outros dois livros desse autor que viraram filmes, e diga-se um dos filmes eu já tinha assistido e AMEI e o outro já tinha ouvido falar como fofo: este é o Uma carta de amor (com o Kevin Costner) e aquele é Um amor pra recordar (com a Mandy Moore). Um amor para recordar é um dos filmes mais assistidos pelos românticos de plantão.
Achei uma edição de O caderno de Noah num sebo. Pois é, o que seria de mim se não fosse um sebo. A minha edição é uma compilação de Seleções de livros do Reader's Digest.
Melhor que nada.
Nunca tinha visto um autor tratar com tanta fineza um assunto delicadíssimo que é a velhice e suas complicações, particularmente as doenças. O livro é a história de amor de Noah e Allie, mas Noah está velho, tem artrite reumatóide, catarata, problemas cardíacos e teve um derrame. O que o mantém vivo? O amor por Allie e a esperança de que ela se lembre dele porque Allie está com mal de Alzheimer. Sò quem teve alguém na família com essa doença sabe como é difícil lidar.
É muito triste ver Noah sendo rejeitado pela esposa que ele adora tanto...
Uma das razões que me fez entrar na Medicina foi a minha vó ter tido Alzheimer também. Apesar do médico dela nunca ter assumido essa possibilidade.
Hoje mesmo eu tive uma aula sobre Cérebro, emoção e memória e meu professor falou que não ter memória é não ser ninguém. O que seria de nós se não pudermos nos lembrar?
Meu professor inclusive cita as palavras de um neurocientista argentino: Noberto Bobbio disse: 'Somos aquilo que nos lembramos' O neurocientista Iván Izquierdo concorda, mas também acrescenta: "Somos também aquilo que decidimos esquecer".

Serviço:
O caderno de Noah (The notebook)
Nicholas Sparks
Editora Objetiva
Compilação do Reader's Digest

________________
Esta é tua hora, ó alma, teu vôo livre para dentro do inexprimível
Longe dos livros, longe da arte, o dia obliterado, a lição concluída
Inteiramente emerges, silenciosa, contemplativa, poderando sobre os temas que te são mais preciosos,
A noite, o sono, a morte, o amor e as estrelas.

quinta-feira, 1 de março de 2007

5º passo--Nada dura para sempre


Nada dura para sempre foi um dos primeiros livros que eu comprei.
Se eu posso dizer que o Andrew Manson de A cidadela manteve a minha fé na Medicina, a Paige Taylor a criou.
Paige, Kate e Betty enfrentam obstáculos para conseguirem se tornar médicas.
O ponto alto da narrativa é abordar a Eutanásia.
Até hoje eu ainda não decidi se eu sou a favor ou contra.
Do ponto de vista do amor à vida, o lema da medicina de salvar a vida a qualquer custo, eu sou contra. Mas depois que eu li o livro e até tenho uma reportagem da revista Claúdia de trocentos anos atrás cujo título é "Quando amar significa deixar partir", eu penso que não há misericórdia nenhuma em deixar uma pessoa sofrer ad eternum.
Eu mesma pediria para acabar logo com o suplício. Tenho baixa resistência à dor. E dor é algo que não se pode medir. Você pode medir a temperatura, a pressão, a taxa de oxigenação do sangue, mas a dor é subjetiva.
Também não é meu objetivo fazer apologia a nada.
Eu não sei. Creio que devo tomar uma posição logo, porque a Medicina está às portas e mais cedo ou mais tarde eu terei de decidir. As coisas seriam menos difíceis se eu não tivesse que lidar com a vida dos outros.
Acho que nenhum medicinando pensa nisso ao ingressar nesse curso. Todo mundo quer salvar, salvar, mas ninguém pensa que existem situações onde nada pode ser feito, ou que se tem de arcar com todos os riscos.
Às vezes eu penso se estou no caminho certo....
Acho que algumas idéias minhas vão contra a natureza da profissão. O aborto por exemplo. Eu não faria, se fosse eu a mulher em questão, mas não sei se como médica negaria esse procedimento a uma mulher que me pedisse. Acho que mais do que uma questão de religião ou sei lá o que, é uma questão de escolha. Penso que se eu não fizer, a mulher pode procurar meios menos confiáveis para resolver o assunto, e pode até morrer, e assim serão duas vidas perdidas em lugar de uma. Mas esse é um ponto que eu ainda não firmei uma opinião final. Parto do princípio de que eu não faria aos outros o que eu não gostaria que fizessem comigo, e como eu não abortaria, talvez eu não faça aborto em ninguém (supondo que alguém um dia me pedisse).
Enfim, estou amadurecendo as idéias, e o blog também.

Serviço:
Nada dura para sempre (Nothing lasts forever)
Sidney Sheldon
Editora Record/Altaya
Rio de Janeiro